FCA (Fiat - Chrysler) comemora liderança e vê fim da crise

16/12/2016 Carros UOL
Dicas e cuidados
Empresa é “otimista”: mercado deve pelo menos estancar em 2017. Por marca, GM continua líder, Fiat fica em segundo e Jeep em 10º



Depois de perder a liderança de vendas para a GM em 2014 (e repetir o segundo lugar em 2015), a Fiat saboreia o gostinho de retomar a ponta do ranking graças à aglutinação das vendas com a marca Jeep, no âmbito da FCA. Assim, a, empresa resultante da união Fiat com Chrysler (que reúne as marcas Fiat, Jeep, Dodge e RAM) deve fechar 2016 com 18,3% do total do mercado (veja ranking com base nas vendas até 14/12). No ranking por marca, a GM será líder pela terceira vez seguida, com 17,4%, a Fiat ficará em segundo com 15,3 e a Jeep no décimo lugar, com 2,9%.

O balanço que Sérgio Ferreira faz da empresa é bastante positivo, graças principalmente ao sucesso dos produtos da marca Jeep, com o Renegade superando as expectativas e o Compass muito procurado já no primeiro mês de vendas. O diretor comercial da FCA destacou também o crescimento da participação no mercado de picapes, com a liderança da Strada e as boas vendas da Toro, mas reconheceu que as vendas do Mobi (4 mil carros/mês) ficaram abaixo do planejado (6 mil). Apesar disso, a marca Fiat continua liderando o segmento dos hatchs A e B, que reúne carros de entrada, com 40,2% de participação.

Se o balanço é positivo, o otimismo é maior para 2017. Ele crê que a crise chegou ao fim. Acha que o mercado deve, no mínimo, permanecer estável em 2017, ”pode até crescer 1% ou 2%”, mas a queda de vendas não deve prosseguir.

Em qualquer situação, ele considera que a FCA vai se dar bem em 2017: mesmo num mercado conservador, acredita que a as duas marcas podem crescer, uma vez que os três lançamentos de 2016 não tiveram o ano cheio: o Mobi teve sete meses de venda, o Renegade dez e o Compass apenas dois. Se houver aumento de vendas, ele aposta no crescimento do Mobi, que está no segmento mais prejudicado pela crise, o de entrada, por causa da restrição ao crédito e da falta de confiança do consumidor.